
Hoje, no dia em que celebramos a Independência brasileira (especialmente este ano em que ela completa 200 anos), a Igreja nos convida a festejar também o Santo Anjo da Guarda do Brasil, a quem foi confiado o cuidado espiritual de nossa pátria.
Apesar de ser uma devoção em desuso onde ela deveria ser largamente formentada.
Uma festa católica na Independência do Brasil
Com o famoso grito do Ipiranga, imortalizado pelo quadro no Museu Nacional em São Paulo, o vice-reino do Brasil torna-se uma nação oficial, nasce a monarquia brasileira e, com ela, o Império.

Celebrando a festa da Independência nacional, o calendário litúrgico antigo – talvez poucos o saibam – apresenta a festa do Santo Anjo da Guarda do Brasil.
Somente dois países têm a tradição de celebrar oficialmente os seus respectivos anjos da guarda, a saber: Portugal, a 10 de junho, e o Brasil, a 7 de setembro.
A Sagrada Escritura apresenta a realidade do anjo-guardião, seja de uma nação, de uma cidade, e de cada pessoa em particular.
Diversas passagens bíblicas ressaltam o trabalho desses espíritos puros, que a misericordiosa providência divina dá-nos como auxílio na nossa vida espiritual.
Recordemos o livro de Tobias, onde o anjo Rafael acompanha o jovem Tobias na viagem rumo ao encontro da cura para seu pai.
Precisamos resgatar essa belíssima devoção
Infelizmente, no nosso mundo hodierno e materialista, perdeu-se a bela tradição de invocar o anjo da guarda, e mais ainda, até mesmo nasce a dúvida ou a negação da existência desses nossos guardiões.
Ainda mais na nossa pátria, que perdeu muito do seu senso religioso, essa festa do seu santo anjo da guarda é de particular importância.
Mas nós, que propagamos a devoção ao Santo Padre Pio, que era tão devoto dos Santos Anjos da Guarda, sentimos o dever de celebrá-la e fazê-la conhecida.
Uma Devoção presente no Coração da Cristandade
Ainda sobre o nosso Anjo da Guarda nacional, creio que alguns não têm conhecimento, de que no coração da Cidade Eterna, ergue-se a paróquia pontifícia de “San Gioacchino ai Prati”, construída pelo orbe católico em ação de graças a Deus pelos 50 anos de sacerdócio do Papa Leão XIII.
Na nave lateral, à direita, encontra-se a capela do Brasil, onde ao centro, na ábside da capela, está o belo vitral com o Anjo da Guarda do Brasil que segura nas mãos a espada para proteger a nação brasileira – representada no brasão da república que ele sustenta.
É uma belíssima capela, consagrada pelo primeiro cardeal das Américas, o Eminentíssimo Dom Joaquim Arcoverde, pernambucano de origem, cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro.
Na imagem, vê-se Nossa Senhora Aparecida, ladeada por São Sebastião e São Paulo.
Celebrar o Santo Anjo da Guarda do Brasil é celebrar a Independência devidamente

Hoje se fazem as honras ao Estado com as paradas militares, os desfiles que cultuam o deus-estado laico, que demonstra o poder do seu culto pagão.
É justo hastear a bandeira, cantar o hino da Independência e, mais justo e necessário ainda, é agradecer ao único e verdadeiro Deus, que nestas paragens brasílicas, da Terra de Santa Cruz, foi louvado e cultuado por meio do Sacrifício incruento como ato primeiro dos navegadores lusos.
Com este ato de fé se disse à Beatíssima Trindade que a Terra apenas descoberta pertencia ao Senhor da Vida.
Celebrar a festa da Independência – a festa do nosso Anjo da Guarda – é um modo de agradecer a Deus o cuidado providencial que Ele nos dispensa, como nação e povo católico, a fim de cumprirmos todos a vocação a que fomos chamados.
Que o Santo Anjo da Guarda do Brasil, guarde e interceda pelo nosso país e também todos aqueles que mesmo estando geograficamente distantes, são filhos da Terra de Santa Cruz.
Santo Anjo da Guarda do Brasil, guarde a nossa nação e sua gente. Estamos em campanha para elegermos novos governantes; Santo Anjo da Guarda zele para que o homem escolhido seja merecedor do cargo que ocupará e trabalhe muito para esse povo tão sofrido. Lave a corrupção do solo brasileiro. É esse o mal que mata os filhos desta nação. Amém